Átimo
florescimento na voz insone do verbo oculta flores em cimento ápteras lacônica existência na porosidade da lágrima desfolhada na aridez do dia bulicoso estado do ser
o silêncio das pedras precisa bradar vociferar o que está guardado estagnar é sopro de vida analgésico, entorpecente o sal das ondas o sabem em dias argênteos ou em noites poluídas
nos vales e depressões alojam-se águas límpidas nas vísceras rios vivos chocalham peixes á margem dos sonhos dos desejos dos arroubos
bulício no íntimo Silêncio ! As pedras podem despertar
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* imagem do google
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Úrsula Avner |
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