Do que restou
lá se vai o trem veloz da nossa estória nas trilhas que o tempo percorre
o imprevisível visita o velho e inerte banco da praça com seu ar de vitória onde a vida corre e escorre
cavalgo no dorso selado da imaginação lembranças emergem com a avidez de lençóis freáticos , supernova em clarão candelabro dos retalhos rotos que vivemos sobra de sonhos enigmáticos que tivemos
em solo movediço e arenoso desejos mil edificamos nos contemplamos protagonistas de uma lívida estória onde sentimentos encenamos
na esteira das palavras impensadas tantas deslocaram-se desalinhadas de forma alucinada tresloucada remorso das palavras cuspidas (mal)ditas ou das que algemadas, não foram ditas
exílio do amor agora, restam apenas o banco da praça a lua garbosa no céu testemunhas fiéis do que restou do que hoje está lançado ao léu
* imagem do Google- sem informação de autoria
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Úrsula Avner |
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